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O Brasil é o segundo país que mais faz cirurgias plásticas no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Somente em 2015 foram realizados 1,22 milhão de procedimentos em terras brasileiras segundo dados da Isaps. Com a procura em alta, é comum as pessoas buscarem planos de saúde que cobrem cirurgia plástica.

O que diz a legislação sobre a cobertura de cirurgias plásticas? Existem planos de saúde que cobrem esse tipo de procedimento? Quais são os casos que podem ser feitos pelo convênio? Para saber as respostas dessas perguntas, continue a leitura deste post!

 

O que diz a legislação sobre a cobertura de cirurgias plásticas?

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é o órgão regulamentador dos planos e seguros de saúde do Brasil. É ela que determina aspectos como a obrigatoriedade de cobertura de diversos procedimentos e o que está incluso nessa lista ou não.

Segundo a legislação específica, é obrigatória a cobertura de cirurgias plásticas pelos planos de saúde desde que essas não tenham finalidade estética. Essa legislação também inclui a cobertura de órteses, próteses e seus acessórios ligados ao ato cirúrgico nos contratos com cobertura para internação hospitalar

Já os procedimentos considerados eletivos — como cirurgia no nariz, lipoaspiração e a colocação de próteses mamárias (silicone) — não estão inclusos nessa regra.

 

Existe um plano de saúde que cobre cirurgia plástica?

Então esse artifício legal proíbe a existência de planos de saúde que cobrem cirurgia plástica? A resposta é não. Desde que sejam seguidas as recomendações impostas pela ANS, os convênios têm a liberdade de definir as características de sua cobertura.

Se um plano quiser estender o seu rol de procedimentos inclusos no contrato para cirurgias plásticas para fins estéticos, ele pode. Para saber mais sobre essa possibilidade, é importante pesquisar e esclarecer quais são os benefícios e as regras oferecidas no ato da contratação do seu plano de saúde suplementar.

 

Quais casos podem ser feitos pelo convênio?

Já para o que é determinado pela ANS, estão previstos casos em que há a existência de planos de saúde que cobrem cirurgia plástica. Isso acontece quando esses procedimentos são necessários para a prevenção de doenças e para a manutenção da saúde e do bem-estar dos pacientes.

É o caso das cirurgias bariátricas, por exemplo, normalmente indicadas para o tratamento da obesidade mórbida. Embora o emagrecimento promovido pela redução do estômago possa gerar também benefícios estéticos para o paciente, o seu objetivo principal é combater a obesidade, que é considerada uma doença.

Outro caso que também faz parte do rol de procedimentos que devem ser cobertos pelo plano de saúde é o da reconstrução das mamas após a ocorrência de câncer de mama, lesões traumáticas e tumores em geral. Como no primeiro caso, também é necessária a indicação médica.

 

Os planos cobrem as cirurgias plásticas pós-bariátrica?

Uma situação que ainda causa polêmica sobre o assunto é o das cirurgias plásticas reparadoras após a cirurgia bariátrica. Alguns planos e seguros de saúde argumentam que o procedimento de retirada do excesso de pele e de colocação de próteses tem finalidade estética, mas existe a possibilidade de contestação.

O excesso de pele que acontece após um emagrecimento severo pode gerar problemas de mobilidade, predisposição a infecções e até mesmo afetar a autoestima do paciente. Nesses casos, deve-se contar com a opinião de um médico sobre o assunto e entrar em contato com o seu plano para analisar a situação.

Agora você já sabe se existem planos de saúde que cobrem cirurgia plástica e como funciona esse processo. Deixe seu comentário abaixo com suas dúvidas e sugestões sobre o assunto!