Ligue Agora! (11) 3995-3736

De olho na saúde: 7 mitos e verdades sobre tuberculose

Uma das doenças infectocontagiosas mais letais que existem, a tuberculose leva a óbito, anualmente, cerca de um milhão de pessoas em todo mundo, e afeta aproximadamente 10 milhões de novos cidadãos a cada ano.

Transmitida pelo ar, por meio das gotículas de saliva provenientes da tosse ou do espirro, ela afeta, sobretudo, os pulmões, destruindo-o gradativamente, mas também pode se desenvolver em outros órgãos, como rins, ossos e meninges, membranas que envolvem o cérebro.

Mas fique tranquilo! A tuberculose tem cura e o tratamento é gratuito, disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para acabar com alguns mitos, vamos a seguir vamos elucidar as principais dúvidas sobre essa doença. Confira.

 

A tuberculose foi erradicada no Brasil

Mito. A tuberculose é um dos principais problemas da saúde pública brasileira, com cerca de 70 mil novos casos registrados a cada ano, sendo 4,5 mil deles letais. Porém, nos últimos dez anos, a incidência de tuberculose caiu 20,2% no Brasil.

 

Problemas sociais favorecem a disseminação da tuberculose

Verdade. A doença é geralmente associada à pobreza, desnutrição e más condições sociais, o que facilita sua transmissão, sobretudo em ambientes mal ventilados e pouco iluminados.

Para se ter ideia, 60% dos novos casos nos últimos anos foram registrados em apenas seis países, todos eles com baixo desenvolvimento socioeconômico e humano: China, Índia, Indonésia, Nigéria, Paquistão e África do Sul.

 

Só é tuberculose quando há tosse com sangue

Mito. A tosse simples, com ou sem catarro, por mais de três semanas é um dos principais sintomas da tuberculose. Outros sintomas são febre baixa, suor noturno, cansaço excessivo, falta de apetite, fraqueza e perda de peso.

A presença de sangue no escarro, assim como acúmulo de pus na pleura pulmonar, dificuldade para respirar e dor torácica são sintomas que ocorrem em fases avançadas da doença e podem estar relacionados a complicações, como o colapso do pulmão.

 

A tuberculose nem sempre se manifesta

Verdade. Provocada pelo bacilo de Koch, nem sempre a tuberculose se manifesta. Em muitos casos, a doença fica latente, permanecendo adormecida, sem causar sintomas ou nem podendo ser transmitida. Por conta disso, muitas pessoas têm a doença, mas não sabem disso, o que dificulta o diagnóstico.

Contudo, mesmo em casos assintomáticos é preciso ficar atento e fazer o tratamento corretamente mesmo assim, pois a doença pode ficar ativa a qualquer momento, e sua cura pode ser mais difícil.

 

A transmissão pode ocorrer por meio de relações sexuais e compartilhamento de objetos

Mito. A tuberculose é transmitida somente pelo ar e por vias aéreas. A infecção não se dá pelo contato com a saliva, através do beijo nem de fluidos corporais trocados durante a relação sexual, por exemplo.

O compartilhamento de objetos, como copos, talheres, toalhas ou vaso sanitário também não apresenta risco de contágio.

 

O tratamento da tuberculose dura seis meses

Verdade. Desde a década de 1950 a tuberculose tem cura. Com os avanços nos últimos anos, o protocolo básico para tratamento combina doses fixas de antibióticos, como isoniazida, rifampicina, etambutol e pirazinamida, capazes de combater a infecção, e sua administração dura pelo menos seis meses.

Entre 15 e 30 dias após o início do tratamento, a maioria dos sintomas some ou é bastante reduzida, e o paciente não oferece mais riscos de transmitir a doença.

Contudo, isso não quer dizer que a pessoa já está curada. O abandono do tratamento pode ocasionar uma recaída, e a doença volta ainda mais forte e resistente, elevando os riscos de morte.

 

A vacina BCG é a melhor forma para prevenir crianças da doença

Verdade. A vacina, recomendada para crianças de até 4 anos e obrigatória para menores de 1 ano, protege os pequenos, adolescentes e adultos jovens das formas mais graves da doença — tuberculose meningoencefálica e disseminada.

Em caso de suspeita da doença, procure seu médico, evite aglomerações e, sobretudo, ambientes fechados. E jamais se automedique: suspenda qualquer tratamento realizado por conta própria, sem consultar um especialista.

Ainda tem alguma dúvida sobre a tuberculose ou gostaria de compartilhar sua opinião? Então seu comentário aqui no post!