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Porque a automedicação é tão perigosa para nossa saúde?

Quem nunca tomou um remédio por conta própria que atire a primeira pedra, não é mesmo? Seja para resolver uma dor de cabeça, um mal-estar ou mesmo uma dor muscular depois de um exercício físico, é bastante comum que as pessoas façam a automedicação no dia a dia para resolver desconfortos pontuais.

Porém, o que passa desapercebido é que a prática de tomar remédios sem o aconselhamento médico é uma conduta inadequada e pode, muitas vezes, acentuar algum problema de saúde e causar efeitos indesejados no organismo.

Preparamos este conteúdo pensando em alertar você e seus familiares sobre os perigos que a automedicação pode causar. Acompanhe!

 

Perigos da automedicação

Primeiramente, é preciso entender que ter um estoque pessoal de comprimidos para amenizar dores diversas não é o maior perigo. O perigo está em acreditar que o alívio dos sintomas após a automedicação é sinônimo de tratamento adequado ou de problema resolvido.

Veja a seguir quais são os principais riscos dessa prática.

Mascaramento de doenças

Alguns problemas de saúde podem começar como sintomas corriqueiros, como dor de cabeça ou dor abdominal. A falta de avaliação clínica e a automedicação podem retardar o diagnóstico de doenças graves e evolutivas, como as reumatológicas, endócrinas e até casos de câncer.

Agravamento dos sintomas

Muitos casos de uso incorreto de medicamentos ou o uso sem orientação médica podem acentuar os sintomas de uma doença. Por exemplo, a ingestão indevida de antibióticos pode causar a resistência bacteriana e gerar a necessidade de internação para o tratamento com medicamentos intravenosos.

Interação medicamentosa

A combinação incorreta de diferentes substâncias pode anular ou potencializar o efeito de um remédio. Por esse motivo, tão importante quanto ler as informações contidas na bula, mais especificamente no campo “interação medicamentosa”, é ter o acompanhamento de um profissional da saúde.

 

Consequências da automedicação
Reações alérgicas

Alguns medicamentos podem causar efeitos colaterais mesmo quando consumidos em pequenas quantidades ou ainda podem levar o paciente a ter crises de reações alérgicas graves, mesmo que ele esteja acostumado a usar a medicação.

Outros danos à saúde são hepatite fulminante, reações cutâneas e alterações nas células sanguíneas.

Dependência

O alívio imediato do sintoma após o uso de certos medicamentos pode se transformar em um vício, fazendo com que o paciente fique completamente dependente do remédio. A ingestão recorrente pode fazer com que a substância perca o efeito ao longo do tempo, além de poder gerar complicações mais sérias à saúde.

Intoxicação

Por falta de conhecimento ou por aconselhamento inadequado, a automedicação pode levar à intoxicação. Segundo a Anvisa, esse é o caso mais recorrente de intoxicação no país, ficando à frente de situações relacionadas a produtos de limpeza, agrotóxicos e alimentos estragados.

Os medicamentos que mais intoxicam são os analgésicos, os antitérmicos e os anti-inflamatórios. É preciso ressaltar que intoxicações, assim como as reações alérgicas, podem levar a óbito.

 

A importância da orientação médica

Os adultos tendem a ser um pouco mais “confiantes” em relação às suas ações e a acreditar que não há perigo em se automedicar vez ou outra. Seja qual for o sintoma e independentemente da idade, a intervenção médica pode fazer toda a diferença para a resolução correta e eficiente do problema.

É importante entender que cada pessoa pode ter um ritmo diferente de metabolização de determinada substância, especialmente as crianças. E mais fundamental ainda é compreender que muitos medicamentos têm a dose terapêutica muito próxima da dose tóxica.

Isso significa que, em casos de erro de administração de doses, há chances de ocorrer intoxicação e outros efeitos indesejados. Portanto, só é possível ter a certeza de que o tratamento irá funcionar e eliminar os problemas de saúde com o acompanhamento médico.

Como você viu, medicar alguém não é tarefa simples e a automedicação pode desencadear uma sequência de problemas futuros. Por isso, é essencial saber que curar algum sintoma envolve o estudo, a responsabilidade e a experiência de um profissional habilitado.

Evitar práticas como essa é o melhor jeito de cuidar da sua saúde e do bem-estar da sua família.

E aí, gostou de saber mais sobre o assunto? Então compartilhe este post para alertar seus amigos nas suas redes sociais!