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Saiba por que se preocupar com a febre amarela

O vírus da febre amarela não foi erradicado do Brasil. Portanto, de tempos em tempos, ocorrem surtos da doença, como o que presenciamos desde o início do ano.

Devido à gravidade que a doença pode ter, esses surtos podem ser fatais para muitas pessoas. Por isso, é importante entender o que é a febre amarela para saber como preveni-la e, é claro, buscar ajuda quando necessário.

No post de hoje, vamos esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto. Acompanhe:
 

O que é e quais os sintomas da febre amarela?

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus da família dos flavivírus. Em casos mais brandos, ela provoca sintomas como dores de cabeça e no corpo, fadiga, fraqueza, calafrios, náuseas e vômitos.

Se o caso for grave, no entanto, esse quadro evolui para febre alta, icterícia (quando a pele e o branco dos olhos ficam amarelados), hemorragias e até insuficiências de órgãos, como o rim.

Cerca de 90% dos casos da doença são brandos, com os sintomas perdendo a força a partir do 3º ou 4º dia. Contudo, quase 50% dos pacientes que desenvolvem a forma grave da doença vão a óbito entre 10 e 14 dias após o aparecimento dos sintomas.

Por isso, ela é considerada grave, e quem apresenta sinais da doença deve buscar atendimento médico imediatamente.

Como a doença é transmitida?

O vírus da febre amarela não consegue passar sozinho de uma pessoa infectada para outra saudável. Para fazer isso, ele precisa da ajuda de um vetor, o que significa que a transmissão só acontece quando este se faz presente.

São dois os vetores de transmissão da febre amarela, ambos mosquitos, e cada um faz parte de um ciclo epidemiológico diferente da doença. O primeiro é silvestre e tem macacos como principais hospedeiros do vírus.

Nesse caso, os vetores são os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que picam os macacos infectados e transmitem o vírus para outros macacos ou para seres humanos, se houver algum na mata onde estiverem os macacos.

Uma vez que os humanos são infectados e levam a doença para o meio urbano, o Aedes aegypti (que também transmite a dengue, o zika vírus e a chikungunya) se torna um vetor da doença.

A febre amarela tem tratamento?

Não. Em geral, quem contrai a doença deve buscar atendimento médico para tratar os sintomas, como acontece no caso de uma gripe, por exemplo, e para ficar em observação, caso aconteça o agravamento da enfermidade.

Assim como no caso de várias doenças virais, a melhor opção para tratar a febre amarela é por meio da prevenção, que acontece de duas formas.

A primeira é a vacinação. A vacina, que deve ser tomada em duas doses e pode ser administrada a partir dos nove meses de idade, é oferecida na rede pública em todo o país. Ainda assim, ela é recomendada para algumas regiões específicas.

Em 2017, devido ao surto, há recomendação de vacinação para os moradores de toda a região Norte e Centro-Oeste, do Maranhão, de Minas Gerais, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, além daqueles que moram no sudoeste do Piauí, no oeste e extremo-sul da Bahia, no oeste de São Paulo, no norte do Espírito Santo e no oeste do Paraná.

Quem não morar nestas regiões deve se preocupar em se imunizar apenas se for viajar para uma destas regiões. Se a pessoa nunca tiver tomado a vacina, deve tomá-la até dez dias antes da viagem. A segunda dose deve ser administrada dez anos depois da primeira.

As contraindicações da imunização são para gestantes e lactantes com bebês de até seis meses de idade.

A segunda forma de prevenção é específica para o ciclo epidemiológico urbano: combater o Aedes aegypti. Para isso, é preciso impedir que água limpa se acumule em qualquer lugar, pois é nessa água que os mosquitos se reproduzem, aumentando também o risco de transmissão de dengue, zika vírus e chikungunya.

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